Vitória demite o técnico Vagner Mancini após goleada


A goleada sofrida pelo Vitória diante do Atlético-PR, pelo placar de 4 a 0, neste domingo (29), acabou custando o emprego do técnico Vagner Mancini. Ainda nos vestiários da Arena da Baixada, ele acabou demitido do comando do rubro-negro baiano.

Além da goleada sofrida neste domingo, pesou para a queda o péssimo reinício de temporada do Vitória. No primeiro jogo pós-Copa do Mundo, o time foi goleado pelo maior rival, o Bahia, por 4 a 1, na Arena Fonte Nova.

Entre estes resultados ruins, o Vitória derrotou o Paraná e o Sport sem encantar. Mesmo assim, a diretoria resolveu encerrar o vínculo do treinador por conta do fraco desempenho no Brasileirão.

"O Esporte Clube Vitória comunica que Vagner Mancini não é mais o técnico da equipe principal do clube. A saída do treinador foi definida na noite deste domingo. O Vitória agradece os serviços prestados e deseja boa sorte ao profissional, que esteve à frente do comando técnico do Leão em 216 partidas", comunicou o clube em nota.

O presidente Ricardo David confirmou em coletiva que "Mancini não sai por este resultado, mas porque o momento exige mudança".

Em sua quarta passagem pelo Vitória, Mancini comandou o clube em 67 jogos, conquistando 29 vitórias, 15 empates e 23 derrotas, atingindo um aproveitamento de 50,74%. Ele completou um ano de clube nesta semana e acabou ganhando status de herói por ter salvado o clube do rebaixamento no Brasileirão do ano passado. Mas acabou vendo o rival Bahia conquistar títulos e resultados expressivos na Copa Sul-Americana.

Ainda em sua última passagem, Mancini entrou em uma polêmica ao ser acusado de mandar o lateral Bruno Bispo forçar um cartão vermelho durante o Ba-Vi do primeiro turno do Campeonato Baiano para que a partida fosse encerrada. Nesta polêmica, acabou punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e viu sua equipe ser eliminada do Campeonato Baiano, da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste.

A demissão de Mancini é a 14ª em 16 rodadas do Campeonato Brasileiro. Agora, apenas Cruzeiro, Chapecoense, Grêmio e Inter não trocaram de comandante na competição.

Por Redação GN | Fonte: Estadão Conteúdo
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