Cruz-Almense concorre ao Plus Model Brasil


Aliado a um reinado inesquecível como Miss Bahia Plus Size, em que pude representar meu estado, minha cidade natal, que é Cruz das Almas e todas mulheres que se identificam com a ideologia que defendo, decidi me lançar em um outro desafio. Resolvi participar de mais um concurso. Agora estou concorrendo ao Plus Model Brasil (@plusmodelbrasil), e na primeira fase, disputo o título estadual. O concurso é de abrangência nacional, organizado pela modelo Aline Zattar, que já foi nossa Miss Brasil Plus Size.

Agreguei todos os trabalhos que desenvolvi até agora, o crescimento pessoal que o reinado me trouxe, as experiências de muitos encontros com pessoas que entendem o ser humano como alguém que ultrapassa a aparência física, para poder dar continuidade ao trabalho que venho fazendo.

Poder ser a ganhadora de um concurso que mobiliza pessoas de todos os cantos do Brasil, me possibilita alcançar ainda mais gente. Muito mais pessoas poderão se sentir tocadas e representadas por mim. Poder multiplicar o entendimento de que ser gorda ou gordo é uma característica física e não há nenhum demérito nisso, é muito gratificante para mim. Abordar assuntos como a pressão estética, gordofobia, acessibilidade e moda são a meu foco.

Falar sobre moda não é e nem nunca foi futilidade. Vejo a moda como um dos vários vetores para elevar a autoestima. A gordofobia tem que ser combatida. Ninguém tem o direito de ofender o outro por causa de uma característica física. É preciso exercitar e praticar a empatia pelo próximo. É necessário enxergarmos as pessoas gordas, elas existem, elas andam de ônibus, de avião, elas frequentam cinemas…

Não é mais época de ainda vivermos constrangimentos por sermos gordos. Aquela imagem de que uma pessoa gorda será sempre feia, fracassada, desastrada – como foram inúmeras vezes mostradas em vários veículos de informação, tem que acabar.

Ser gordo ou gorda, pode estar relacionado ao biotipo de uma pessoa, o que não implica em dizer que sua saúde está comprometida por isso. Não faço apologia a obesidade. Pessoas magras morrem todos os dias e pessoas gordas também. Ter um corpo gordo não está relacionado com desleixo. Todos, independente da forma física, têm que se cuidar.

Eu luto diariamente para que as pessoas aprendam a respeitar as outras. Você não precisa achar o outro bonito, mas você deve respeito.Hoje o mercado tem enxergado a mulher gorda e podemos encontrar roupas pensadas e criadas para uma mulher plus size. E o mesmo tem acontecido com o mercado para roupas masculinas. É verdade que ainda estamos engatinhando, mas estamos no caminho…

Vale lembrar que o modo como alguém se veste transmite muito sobre sua personalidade. Hoje uma pessoa gorda pode ter um estilo de se vestir, coisa que há alguns anos dificilmente ela conseguiria, em razão da dificuldade de encontrar roupas.

O processo de aceitação do corpo, numa sociedade que reitera todos os dias, que pessoas gordas não são bonitas, não são saudáveis, tornam o caminho do processo de autoconhecimento e aceitação longo. Mas ele não é impossível. Eu consegui aceitar meu biotipo e eu não fico mais esperando ser magra para ser feliz. Porque eu achava que só seria feliz magra. Eu me permiti ver que sou muito mais que o meu corpo. Poder dividir minha experiência com as pessoas, para promover o bem, é o que me estimula e me dá forças para me lançar em novos desafios.

Conto com a torcida de todos, para que eu possa representar a Bahia na final do concurso que será em Joinville/SC, no mês de maio. Tudo pode ser acompanhado pela minha rede social (@plussize_bahia)  e redes sociais do concurso (@plusmodelbrasil).

Por Redação GN | Fonte: Forte Na Notícia
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