Rueda mantém dúvidas no Flamengo e celebra 'privilégio' por estar na final


O técnico Reinaldo Rueda só vai revelar a escalação do Flamengo para a primeira partida da final da Copa do Brasil momentos antes do confronto desta quinta-feira (7) diante do Cruzeiro, às 21h45, no Maracanã. Com dúvidas no gol e no ataque, o treinador manteve o mistério nesta quarta-feira e lamentou as ausências para o duelo decisivo.

"Não está sendo fácil, com Vizeu machucado, a ausência do Paolo... Fizemos dois ou três treinamentos buscando soluções e vimos quem deu a melhor resposta. Conversamos com os jogadores durante os trabalhos no campo e creio que teremos duas possibilidades muito próximas, que fecharemos hoje. A escalação ainda será definida para amanhã", declarou.

No gol, a dúvida é entre Alex Muralha e Thiago. Sem a possibilidade de escalar o titular Diego Alves, que não está inscrito na competição, Rueda pode optar por Muralha, mas o ex-titular vem sendo muito criticado e parece ter sentido o mau momento, com falhas consecutivas. Thiago, porém, tem contra ele a inexperiência e também não mostrou total seguranças nas oportunidades que teve.

"Muralha é um jogador muito maduro, inteligente, equilibrado, e tem assumido sua responsabilidade diante da equipe. Tem sido muito solidário. Creio que tem trabalhado muito bem, não perdeu a alegria. Estamos com essa situação. Não é uma decisão fácil. É uma decisão que atende vários pontos, sociológicos, psicológicos, da torcida. Por isso, temos de fazer uma análise buscando o melhor para a equipe", comentou Rueda.

Para o ataque, há um maior leque de opções. Sem Guerrero, suspenso, e Felipe Vizeu, machucado, Rueda terá que escalar a equipe com algum centroavante improvisado ou sem ninguém pelo meio. Por isso, as alternativas são Vinícius Júnior, Lucas Paquetá ou Berrío.

"Vinicius é um jogador que, em sua formação, fez muito gols e teve um bom comportamento atuando como um centroavante, mas agora está atuando nas pontas, com uma troca de perfil que também o fortalece por sua potência. Paquetá tem características muito especiais, como sua inteligência de jogo e a forma que sabe jogar internamente, com agressividade e força no jogo aéreo", disse o técnico. "Com o Berrío, no Atlético Nacional, em um ou dois jogos ele atuou como centroavante. Tem a força e a potência."

Independentemente das escolhas, Rueda fez questão de celebrar a oportunidade de disputar uma final em tão pouco tempo de clube e exaltou o trabalho de seu antecessor. "Penso que é um grande privilégio. Me sinto assim por chegar com um clube grande. O professor Zé Ricardo teve um longo caminho com o Flamengo para chegarmos até aqui, fez um grande trabalho com a estruturação da equipe. Agora, estamos em uma final. A equipe lutou, mereceu e quer disputá-la."

Por Redação AEC | Fonte: Agência Estado
Compartilhe no G+

Editor Chefe: GN OnLine

Os comentários não representam a opinião do Portal GN; a responsabilidade é única e exclusivamente do autor da mensagem.

0 comentários: