Caixa deve permitir apostas na loteria pela internet


A Caixa Econômica Federal deverá permitir que as apostas na loteria sejam feitas pela internet. Atualmente, só correntista da Caixa pode fazer aposta e em apenas uma modalidade do jogo, por meio do aplicativo do banco. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro.

O objetivo da Caixa, segundo O Globo, é aumentar a arrecadação com as loterias e, com isso, tornar ainda mais atrativa a abertura de capital da Lotex, empresa que administra as raspadinhas das lotéricas e que deve lançar ações na Bolsa de Valores este ano.

A Caixa quer expandir a opção de apostar pela internet para correntistas de qualquer instituição financeira e em todo o tipo de apostas oferecidas. De acordo com um técnico, as loterias funcionariam como uma recarga de celular no site dos bancos. Correntistas das principais instituições financeiras do país podem comprar créditos por meio da página do seu banco na internet.

O projeto é tocado internamente em ritmo avançado. Deve estar no ar em menos de dois meses, segundo técnicos do setor.

Os técnicos da instituição ainda testam o novo sistema. Para colocar no ar, a Caixa teve de negociar convênios similares aos que as empresas de telecomunicações têm com os bancos. Assim, clientes das outras quatro maiores instituições financeiras poderão apostar na Megasena, Lotofácil, entre outros jogos oferecidos pelo banco, com um clique.

“Essa facilidade pode aumentar a arrecadação das loterias da Caixa”, comentou um técnico do governo.

Toda essa mudança deve aumentar a arrecadação da Lotex. Isso pode ocorrer em um momento estratégico: quando o governo já tomou os primeiros passos para abrir o capital da empresa. A operação, de acordo com fontes ouvidas pelo O Globo, deve ser feita entre setembro e novembro deste ano.

Com o caixa apertado, o governo já conta com o dinheiro da venda de 49% do capital da Lotex. Inicialmente, as estimativas são de que o lançamento de ações na Bolsa dessa empresa pública deve render algo em torno de R$ 3 bilhões ao governo.

Por Redação GN | Fonte: A Tarde
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