Após apelo, 600 policiais voltam a patrulhar as ruas do ES


Após oito dias, cinco municípios do Espírito Santo voltaram a ter policiais militares patrulhando as ruas no final da tarde deste sábado. Conforme O Globo, a PM informou que 600 agentes atenderam à convocação do comandante-geral e se apresentaram para trabalhar em Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Cachoeiro do Itapemirim. Por volta das 16h, os militares da capital se concentraram na Praça Oito, na Praça do Papa e na rodoviária. Os policiais que voltaram às ruas estavam de folga, de férias, ou deixaram os batalhões sem suas fardas, o que torna prematuro decretar o fim do movimento de paralisação da PM. Até o início da tarde, 137 pessoas morreram no estado desde o último sábado, quando teve início a paralisação.

Na Praça Oito, por volta das 16h, mais de 50 policiais, sem farda, se apresentaram respondendo à ordem do comando-geral. Como estavam sem os uniformes, eles não puderam trabalhar efetivamente no policiamento ostensivo. Outros 20 policiais chegaram fardados à praça, e imediatamente iniciaram rondas pelo centro comercial de Vitória. O governo mantém a esperança de que possa ser o início de um desfecho.

Ainda segundo O Globo, os quarteis ainda continuam com seus portões ocupados pelo movimento de mulheres e familiares de PMs, o que acontece há oito dias, e a maioria da tropa ainda está aquartelada. No total, a PM é formada por cerca de 10 mil homens no Espírito Santo. A secretaria estadual de Segurança também registrou casos de policiais que voltaram às ruas em Domingos Martins, no interior. Vitória teve um sábado um pouco mais movimentado que os dias anteriores, com alguns restaurantes e lojas voltando a funcionar. O início do dia, porém, foi frustrante para quem esperava o fim da paralisação. Na noite de sexta-feira, o governo estadual e as quatro principais entidades de classe que representam os policiais no estado assinaram um acordo que previa que os PMs deixassem os quarteis até as 7h da manhã de sábado. Em troca, eles seriam perdoados, sem responder a processos penais ou administrativos.

A tentativa do governo, porém, fracassou. Mesmo com a tentativa de convencimento por parte dos líderes de associações durante a madrugada, quando o prazo se esgotou, pela manhã, não houve registro de policiais que tenham saído dos batalhões para trabalhar. A falta de adesão da categoria comprovou o distanciamento das entidades de classe da tropa, principalmente sobre os praças e mais jovens.

O governo do Espírito Santo acredita que o anúncio de punições aos policiais feitos desde sexta-feira tenha influenciado a decisão dos agentes de atender ao chamado do comandante-geral da PM. Esta ofensiva contra os grevistas incluiu o indicamento de 703 policiais militares, o anúncio de que as tropas federais permanecerão no estado por tempo indeterminado e a promessa do governo Temer de que sua base aliada no Congresso não votará a anistia aos policiais.

Por Redação GN | Fonte: Agências
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