COPA SP: Democrático, torneio abre 2017 com recorde de clubes e muitas joias


Principal competição de categoria de base do Brasil, a 48.ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior inaugura o calendário nacional de 2017 com recorde de clubes. Ao todo, serão 120 clubes divididos em 30 grupos – superando o recorde de 2016 de 112 times e 28 grupos – nesta primeira fase. O torneio começa oficialmente, nesta segunda-feira, com duas partidas pelo Grupo 07: Ferroviária x Villa Nova-MG, às 18h45, e Palmeiras x Paranoá-DF, às 21h. A decisão está agendada para acontecer dia 25 de janeiro, data de aniversário da cidade de São Paulo.

A exemplo do que ocorreu neste ano, a Copa SP contará com sete fases. Na primeira fase, os 120 times serão distribuídos em 30 grupos de quatro clubes cada. Avançam os dois primeiros de cada grupo. A partir da segunda fase, as disputas serão sempre em duelos eliminatórios, com jogo único até chegar à decisão.

OLHO NO BI 
Atual campeão em cima do Corinthians, o Flamengo tentará repetir o feito da última edição para alcançar o bicampeonato e o quarto título da história. O time corintiano, por sua vez, espera manter a hegemonia, já que é o recordista de títulos com nove taças. Cinco a mais que o Fluminense, segundo colocado.

Outros dois gigantes paulistas, assim como o Flamengo, tentarão o quarto título. São os casos de Santos e São Paulo, que já levantaram o troféu três vezes cada. O mesmo não se pode dizer do Palmeiras, que ainda luta pela conquista inédita da Copinha. Outros time de São Paulo que já foram campeões são Nacional, Ponte Preta e Portuguesa, todos com duas taças, além de Juventus, Guarani, América, Paulista, Marília e Santo André, com um título.

SONHO DISTANTE
Se os grandes clubes esperam lutar por título e emplacar um futuro craque, há outros times bem mais modestos, que contam com jogadores que sonham por dias melhores na carreira e na vida. Torneio democrático por essência, a Copinha conta com vários clubes toalmente desconhecidos, que sequer disputaram a elite de seus Estados em 2016. São os casos de Paranoá-DF, Pinheiro-MA e Desportiva Paraense-PA.

Nenhum destes, entretanto, terá de encarar uma maratona para disputar a competição como o São Raimundo-RR. O time passará o Ano Novo na estrada. Literalmente. Afinal, terá de percorrer quase 3.700 km, entre viagens de ônibus e avião. Na primeira parte da maratona, a partir do dia 30, a delegação deixou de Boa Vista (RR) de ônibus rumo à Manaus. No início da tarde do dia 31, pegaram o avião para o Guarulhos, para enfim, no dia 1.º, seguir rumo à cidade de Novo Horizonte, no interior paulista.


NOVA CHANCE
A viagem do São Raimundo só é maior que sonho do Pérolas Negras, time de futebol formado por jogadores do Haiti, país com o pior índice de desenvolvimento humano das Américas (IDH de 0,483 para 2014, conforme a ONU). A equipe disputará a Copinha pelo segundo ano seguido e tenta ao menos pontuar. Algo que não ocorreu em 2016.

Apesar de ter sede em Porto Príncipe, capital do nação caribenha, o clube só existe graças à organização social brasileira Viva Rio. Quem sabe o torneio não possa significar início de uma nova vida para estes atletas, vítimas de pobreza, guerras e desastres naturais sofridos pelo país.

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Por Redação AEC | Fonte: Futebol Interior
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