Marido é preso suspeito de mandar matar mulher por seguro, diz polícia


Duas pessoas foram presas nesta terça-feira (20) suspeitas da morte de Andressa Ellwanger Friedrich, ocorrida no domingo (18) em Canoas, na Região Metropolitana. Um dos presos é André Friedrich, marido da vítima. Ele foi preso após prestar depoimento na delegacia de Canoas e confessar a participação na morte da esposa, no início da madrugada desta terça (20).

Além dele, foi preso Anderson Souza, apontado pela polícia como executor de Andressa, que teria sido contratado pelo marido da vítima pelo valor de R$ 10 mil. "O interrogatório trouxe a autoria do crime do marido", relata o delegado Cristiano Alvarez ao G1. O policial disse que Souza não confessa a participação no crime, mas indícios e provas coletadas levam até ele.

Para a polícia, a motivação do crime foi patrimonial. Andressa era corretora de seguros. "O casal vinha brigando bastante. Havia uma disputa de bens. Ela tinha um seguro e ele, uma herança. Ela queria uma parte da herança e ele era beneficiário do seguro dela", conta o delegado Alvarez.

O marido preso prestou depoimento após o corpo de Andressa ser enterrado, na segunda-feira (19), em Cachoeirinha, município vizinho de Canoas, onde ocorreu o crime.

"Ele tinha acabado de sair do enterro da esposa e não demonstrava sentimento de tristeza. Ele e o executor, de forma bastante dissimulada, apareceram no velório de forma comovida", disse o delegado Alvarez à Rádio Gaúcha.


Na segunda-feira (19), a Polícia Civil montou uma equipe com policiais das cidades de Canoas, Sapucaia do Sul e Esteio, municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, em busca de imagens que pudessem ajudar a esclarecer o que aconteceu.

O advogado de André Friederich disse que os policiais usaram práticas abusivas para conseguir a confissão, e que André não foi ouvido na presença de seu advogado.

O defensor disse ainda que vai tomar conhecimento de todos os fatos para poder se manifestar.

O caso
Andressa foi morta com um tiro na cabeça quando estacionava o carro da família em casa. O marido e a filha de 1 ano e 10 meses presenciaram o assassinato, segundo a Brigada Militar.

O veículo foi localizado horas depois em uma área rural de Sapucaia do Sul, com pertences da vítima.


O caso foi tratado, inicialmente, como latrocínio, mas teve a reviravolta com o depoimento do marido.

Logo após o crime, a polícia destacou que chamava atenção o fato de Andressa ter sido morta apesar de ter entregue o carro. Ela chegou a ser levada para o Hospital Nossa Senhora das Graças, mas chegou já sem vida ao local.

"Esse é o fato mais grave, que chama a atenção também. O veiculo já estava praticamente na posse dele e acabou efetuando esse disparo fatal contra a vítima, disse o delegado Cristiano Alvarez poucas horas depois do crime.

Por Redação GN | Fonte: G1-RS

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Editor Chefe: GN OnLine

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